Protocolo clínico

Implantes imediatos pós-extração

Critérios de seleção, contraindicações e erros frequentes na colocação de implantes imediatos, com treino supervisionado em pacientes reais em São Paulo.

Extrair e implantar no mesmo tempo cirúrgico

O implante imediato reduz o número de cirurgias, preserva os tecidos moles e encurta o tempo total de tratamento. Mas a indicação correta é o que separa um caso previsível de uma complicação: parede vestibular intacta, ausência de infeção ativa, estabilidade primária alcançável e posicionamento tridimensional correto são inegociáveis. Na residência, cada caso de imediatidade é planeado e executado pelos participantes com supervisão direta dos docentes.

Revisto clinicamente em agosto de 2026

Imediato vs. diferido: quando esperar

A pressa é o maior inimigo do implante imediato. Estes são os cenários em que cada abordagem é a escolha certa.

Colocação imediata

  • Parede vestibular íntegra e espessa, sem fístula nem infeção periapical ativa.
  • Estabilidade primária alcançável com 3 a 4 mm de osso apical disponível.
  • Biotipo gengival espesso e nível de sorriso que tolera o risco de recessão.
  • Salto vestibular preenchido com enxerto particulado e PRF no mesmo tempo.

Colocação diferida

  • Infeção ativa, perda da parede vestibular ou defeito ósseo extenso.
  • Impossibilidade de estabilidade primária ou posição protética correta.
  • Preservação alveolar com enxerto e membrana (socket preservation) como primeira etapa.
  • Reavaliação clínica e imagiológica às 8 a 12 semanas antes da colocação.

O protocolo em 6 fases

Da triagem radiográfica ao controlo pós-operatório: a sequência que ensinamos e supervisionamos na residência.

  1. 01

    Seleção do caso

    CBCT, análise da parede vestibular, biotipo gengival e avaliação de infeção. Só entram em imediatidade os casos que cumprem todos os critérios.

  2. 02

    Extração atraumática

    Luxação sem levantamento de retalho sempre que possível, com periotomos e técnica de preservação da tábua vestibular.

  3. 03

    Preparação do leito

    Fresagem palatina ao eixo de restauração, respeitando a posição 3D definida no planeamento e garantindo estabilidade primária.

  4. 04

    Colocação do implante

    Implante posicionado 3 a 4 mm abaixo da crista gengival futura, com binário de inserção registado para decisão sobre carga imediata.

  5. 05

    Gestão do salto vestibular

    Preenchimento do espaço entre implante e parede com enxerto particulado de baixa taxa de substituição e membrana de PRF.

  6. 06

    Controlo e seguimento

    Radiografia de controlo, instruções pós-operatórias e calendário de reavaliação antes da fase protética.

Casos da residência

Radiografias de casos reais executados pelos participantes sob supervisão dos docentes.

Radiografia periapical de controlo após colocação de implante
Radiografia de seguimento de reabilitação sobre implantes
Radiografia panorâmica de planeamento de caso clínico

Perguntas frequentes

Qual a principal contraindicação do implante imediato?

A perda da parede óssea vestibular e a presença de infeção ativa são as contraindicações absolutas mais frequentes. Nestes casos, a preservação alveolar e a colocação diferida dão resultados mais previsíveis.

O implante imediato pode ter carga imediata?

Apenas com binário de inserção elevado (habitualmente acima de 35 Ncm), posição protética ideal e oclusão desprovocada. A carga imediata não é um objetivo em si — é uma consequência de condições favoráveis.

É verdade que o implante imediato evita a reabsorção óssea?

Não totalmente. A remodelação óssea ocorre na mesma, sobretudo no terço cervical. O que o implante imediato preserva melhor é a arquitetura dos tecidos moles, desde que o salto vestibular seja enxertado.

Vou colocar implantes imediatos durante a residência?

Sim. Os casos de imediatidade fazem parte do programa clínico e são executados pelos participantes em pacientes reais, sempre com planeamento prévio e supervisão direta dos docentes.

Quem assina este protocolo

Dr. João Borges Nogueira

Dr. João Borges Nogueira

Cirurgião oral com prática clínica em Paris, dedicado à implantologia avançada, regeneração e formação internacional de médicos dentistas.

Dr. Gonçalo Castilho

Dr. Gonçalo Castilho

Especialista em implantologia oral, com prática clínica em Portugal e foco em reabilitações totais, planeamento digital e casos de reconstrução complexa.

Aprenda a decidir — e a executar — com segurança

Na residência intensiva em São Paulo vai planear e colocar implantes imediatos em pacientes reais, com supervisão clínica contínua dos docentes.