Protocolo clínico

PRF — fibrina rica em plaquetas

Da colheita de sangue ao sticky bone: o protocolo completo de PRF aplicado à implantologia, treinado em casos reais na residência de São Paulo.

O biomaterial que nasce do próprio paciente

O PRF concentra plaquetas, leucócitos e fatores de crescimento numa matriz de fibrina obtida por centrifugação de sangue autólogo — sem anticoagulantes nem aditivos. Em implantologia acelera a cicatrização dos tecidos moles, melhora o manuseamento dos enxertos particulados (sticky bone) e reduz a morbilidade pós-operatória. O resultado clínico depende de detalhes técnicos: velocidade e tempo de centrifugação, tempo até ao uso e técnica de compressão das membranas. É exatamente isso que treinamos na residência.

Revisto clinicamente em agosto de 2026

L-PRF vs. i-PRF: duas formas, usos diferentes

O protocolo de centrifugação define o produto final. Escolher a forma certa para cada indicação é o primeiro passo.

L-PRF (membranas sólidas)

  • Centrifugação a baixa velocidade em tubo seco, sem anticoagulante.
  • Comprimida em membrana: cobertura de enxertos, alvéolos e defeitos de tecidos moles.
  • Libertação sustentada de fatores de crescimento durante 7 a 14 dias.

i-PRF (líquido) e sticky bone

  • Centrifugação curta a baixa força: mantém-se líquido por 10 a 15 minutos.
  • Misturado com enxerto particulado forma o sticky bone, fácil de moldar e estabilizar.
  • Ideal em ROG, elevação do seio e preservação alveolar.

O protocolo em 5 fases

A sequência exata que executamos em cada cirurgia da residência — do braço do paciente ao campo cirúrgico.

  1. 01

    Colheita de sangue

    Venopunção imediatamente antes da fase crítica da cirurgia: o tempo entre colheita e centrifugação deve ser inferior a 2 minutos.

  2. 02

    Centrifugação

    Protocolos de baixa velocidade (low-speed concept) para maior concentração celular: tubos equilibrados, rotor fixo e tempos calibrados.

  3. 03

    Preparação das membranas

    Separação do coágulo de fibrina e compressão controlada na caixa de PRF para obter membranas homogéneas e resistentes.

  4. 04

    Sticky bone

    Hidratação do enxerto particulado com i-PRF líquido: o agregado resultante mantém a forma, não se dispersa e acelera a revascularização.

  5. 05

    Aplicação clínica

    Membranas sobre enxertos e alvéolos, sticky bone nos defeitos e sutura sem tensão: o PRF só funciona com uma gestão correta dos tecidos moles.

Perguntas frequentes

O PRF substitui o enxerto ósseo?

Não. O PRF não é um material de preenchimento: é um acelerador biológico. Em defeitos que exigem volume, combina-se com enxerto particulado (sticky bone) ou membranas de barreira.

Que equipamento é necessário para fazer PRF?

Uma centrifugadora de rotor fixo calibrada para os protocolos de baixa velocidade, tubos específicos sem aditivos e uma caixa de compressão para as membranas. É um investimento modesto face ao benefício clínico.

Em que cirurgias da residência se usa PRF?

Praticamente em todas: ROG, elevação do seio, preservação alveolar, implantes imediatos e All-on-4. Cada participante prepara e aplica o seu próprio PRF sob supervisão.

Há contraindicações ao uso de PRF?

Perturbações da coagulação, trombocitopenia e terapêutica anticoagulante não ajustada são as principais limitações. A avaliação médica pré-operatória faz parte do protocolo da residência.

Quem assina este protocolo

Dr. João Borges Nogueira

Dr. João Borges Nogueira

Cirurgião oral com prática clínica em Paris, dedicado à implantologia avançada, regeneração e formação internacional de médicos dentistas.

Dr. Gonçalo Castilho

Dr. Gonçalo Castilho

Especialista em implantologia oral, com prática clínica em Portugal e foco em reabilitações totais, planeamento digital e casos de reconstrução complexa.

Domine o PRF na prática, não só na teoria

Na residência intensiva em São Paulo vai preparar e aplicar PRF em cirurgias reais de regeneração, ao lado dos docentes.